quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Estamos sob a mesma lua. II


Não há mais solidão. E nem todas aquelas lágrimas ao assistir Querido John. Mas aquela carta permanecerá pra sempre dentro do livro, o beijo da rodoviária, o abraço no chão do quarto, as loucuras proibidas e as palavras ditas. Não há mais distância. E nem discrepância do destino. Mas dá saudade quando você passa pelo portão e diz adeus, dá vontade de te ver pela manhã, sinto necessidade de dormir no seu peito e tudo o que foi feito e ainda vamos fazer. E isso me faz sentir tanto amor, o tempo todo e a cada dia aumenta mais. Haverá sempre 21:21 e a sintonia que nos fará sorrir no mesmo exato minuto.
Sei que agora vemos juntos a mesma lua e aquela estrela única ao lado dela. Agora é pra sempre o mesmo céu, o mesmo sonho.

E não se esqueça de olhar a lua hoje, amanhã e sempre. Porque é exatamente nesse tempo em que estarei com você, sempre!



A sua falta quase me matou...


Desde que você chegou ainda me faltam palavras pra traduzir tudo o que você me faz sentir. Agora, de perto. Sei que não há ninguém no mundo que possa entender, além de nós.
O teu olhar faz bem pra alma, sabia? O jeito que você me olha, o tempo em que fica ali me contemplando. Sem preocupações, sem medo, sem barulho. Só eu e você ali, do jeito que sonhamos.
Já disse o quanto eu amo quando você segura forte a minha mão? Ou quando diz que eu estou linda mesmo sem estar? São esses detalhes que me mostram o quanto eu acertei quando te encontrei. Você veio pra ficar, veio pra provar que eu não preciso ficar só, que eu posso ser feliz e ter alguém pra cuidar de mim. Logo eu, a liberdade em pessoa. Quem diria?
É um sonho tão real que não consegue deixar de ser sonho. Acho que nunca mais vou conseguir expressar fielmente tudo o que eu sinto, você está em mim agora e nada mais importa.
Deixa o mundo adoecer que hoje eu quero ficar aqui te olhando me amar, vestir tua camiseta pra deitar, sentir teu cheiro e descansar, pois sei que não há de acabar, não há.

... Hoje eu tenho tudo o que eu sempre quis.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eu e a felicidade.

Obrigada pelos beijos, pelos abraços, por segurar a minha mão, por olhar nos meus olhos, por passar o narizinho perto do meu só pra sentir o cheiro da minha respiração, por dizer coisas lindas e principalmente, obrigada por existir.
Isso é amor, amor é você.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sobre príncipes e sapos.


É fácil dizer ser um bom rapaz, com boas intenções, bons modos e bom papo, aliás, isso não passa de papo furado. Todo mundo tem defeito, todo homem é um sapo. E não é por arrotar o próprio nome tomando Coca-cola ou coisas estranhas desse tipo, é por não entenderem o universo feminino, o que o olhar dela diz ou o abraço que ela precisa naquele momento em que você não percebe. Mulheres esperam demais, fantasiam demais e se decepcionam demais.
Mas é claro que vou ser julgada ao escrever tudo isso sobre homens, sendo uma mulher. Não vou dizer que não reconheço as bem feitorias masculinas ao nosso mundo, ainda existem homens de verdade, digo, uma mistura de príncipe com sapo, mas que dá certo.
Ele nunca vai ser perfeito pra você, talvez ele esqueça a data do seu aniversário, ou não tome iniciativa em certas situações, mas ele te elogia, segura a sua mão na frente do pais, te apresenta para os amigos com orgulho, te beija intensamente, diz que gostou do seu batom, do seu vestido, do seu sorriso de todos os dias. Homem de verdade faz com que você se sinta amada, mas também te deixa frustrada, e sabe por que? Porque além de homem ele é humano também e humanos jamais serão perfeitos, acredite. Mas isso não quer dizer que ele não te ame, te valorize, te respeite. Ele é falho, você também é. Não valorize somente o príncipe, o sapo também precisa se sentir amado e respeitado, para sentir vontade de evoluir por você. Ou talvez nada disso exista.
A verdade é que não existem príncipes, princesas e nem conto de fadas, o que existe são pessoas reais lutando todos os dias para que o amor dure. Espere menos, valorize mais.


Sonho cotidiano.











domingo, 15 de janeiro de 2012

Sobre a eternidade.

É um sonho, só pode ser. Abro os meus olhos e continuo sonhando, mas é real. Fecho os olhos e você continua dentro daquela proteção invisível na qual ninguém pode tocar. Você é a minha mente e sei que estou repetindo palavras as quais você já conhece bem. O clichê é verdadeiro, não há de mudar.
Escutei cada passo seu até o portão, tremia por dentro. Escutei cada passo meu até o portão, e quando abri não acreditei no que vi. Eu vi o meu sonho, bem ali, diante dos meus olhos, de novo. Abraça teu sonho e sonha mais, foi o que fiz. Quase chorando, de saudade, de amor, de luta, de vitória, de não conseguir te encarar nos primeiros minutos. Eu sorria sem entender, te olhava e não acreditava que pudesse ser real, porque era exatamente o contrário, era surreal.
Uma coisa é certa, o tempo passou, o jogo virou, a saudade aumentou, mas nada entre nós mudou, somos exatamente os mesmos de antes. Você continua sorrindo pra mim daquela mesma maneira e isso me deixa imensamente feliz. Apenas os detalhes mudaram, você cortou o cabelo, deixou a barba crescer, está mais forte, mais alto. Deixei o cabelo crescer, engordei, fiquei mais amarela, mais brava, mais sincera. São tantas coisas que não nos dizem absolutamente nada. Continuamos intensos no olhar, no beijo, no abraço, no sorriso, nas brincadeiras, no cheiro, na pele, na saudade, no amor. Intensidade, é isso que nos define.
Agora a vida parece mais fácil, posso segurar a sua mão e andar na chuva sem medo do amanhã, eu vivo pela certeza de saber que é eterno desde o dia em que tudo isso começou.
A espera vale a pena quando o sonho foi feito pra se realizar.
Quer saber o que é eternidade pra mim?

Eternidade é ficar um dia longe de você.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Tem coisas que não cabem em uma folhinha de papel.


Nunca vesti 38, aos dezessete ainda tento me equilibrar em salto alto, não leio revistas de moda tampouco matérias sobre dieta, prefiro suco de laranja gelado ao invés de vinhos caros e antigos, há coisas que eu realmente não faço questão.
Sou apegada fielmente à pequenos detalhes, nuvens, corações, bolinhas, cores, formas, amores. Tudo o que me convém. Ás vezes me dá uma vontade louca e repentina de passar batom vermelho, colocar o meu melhor vestido e sorrir. Sem razão. Compro coisas das quais não preciso, mas gosto de vê-las, gosto de olhar suas formas e lembrar que o mundo é bonito, que o mundo faz coisas bonitas. Que eu faço coisas bonitas, pintar, cantar, esmaltar, criar, escrever, imaginar, amar, sentir, ser grande em pequenos detalhes. Sei que meus olhos já não brilham como antes, mas ainda existem diamantes aqui dentro. Sei também que nunca fui a melhor aluna da classe, muito menos a queridinha da professora, que sou preguiçosa a maior parte do tempo, e a minha risada escandalosa sempre incomoda alguém que faz silêncio do outro lado da rua. Todos os defeitos em mim, eu sei.
Talvez essa seja quem realmente sou, vestindo 46, G, brigadeiro de pistache, macarrão, fã incansável de Foo fighters, embalagens fofas, Lua, cabelo preto, vestidos florais, sapatos vermelhos, asas pretas, fotografia, tempestade, inverno, cobertor, filme, lembranças, olhos intensos, amigos-irmãos, Pietro e Ana Júlia, irrevogavelmente apaixonada pelo papai urso, canecas, esmaltes, rosas coloridas, presente e futuro, imaginação, apreciadora do incomum, empatia, paz, amor e fé, e cheia de defeitos. No mais clichê que a expressão possa ser, a imperfeição é perfeita e ninguém me entende tão bem quanto eu.